domingo, 13 de janeiro de 2013

Para que serve a lição de casa?


Descubra porque vale a pena motivar seu filho a fazer as tarefas enviadas para casa


Foto: Site Educar para Crescer 
"Uma das principais funções da lição é contribuir para a integração e interação entre aluno, professor e família"

Após um dia longo no trabalho, os pais ainda se veem diante de mais um compromisso: apoiar os filhos na realização da lição de casa. E o cansaço que surge neste momento faz muitos se perguntarem por que, afinal, a escola manda exercícios e trabalhos para serem feitos em casa e se realmente vale a pena tanto esforço (deles e dos filhos). 

Foto: Site Educar para Crescer 
Para os especialistas em Educação, são várias as respostas para este questionamento e todas elas reforçam a importância do estudo no lar. Um dos pontos de defesa da lição de casa é, exatamente, o fato de ela proporcionar este momento do aluno com os pais. "Uma das principais funções da lição é contribuir para a integração e interação entre aluno, professor e família. Por meio dela é possível saber o que está acontecendo na sala de aula, qual o conteúdo que está sendo ministrado, o que está sendo cobrado e qual o grau de dificuldade ou facilidade que o filho está tendo com o tema", esclarece Rose Mary Guimarães Rodrigues, professora do curso de Pedagogia da Unitri (Centro Universitário do Triângulo).

Há também, os aspectos inerentes ao aprendizado que são trabalhados pela lição de casa, como lista a psicóloga especializada em Educação Especial, Danila Coser, ao apresentar os motivos tradicionalmente apontados pelos professores para justificar a tarefa para o lar:

- Ajuda a reter o conteúdo apresentado
- Aumenta o entendimento dos temas
- Melhora o pensamento critico
- Desperta para autonomia e responsabilidade
- Colabora para ter uma organização voltada para o estudo
- Provoca a independência de estudar sem estar na sala de aula

Para que estes benefícios tenham efeito é preciso garantir uma lição de casa de qualidade (confira as 10 características da Lição de Casa ideal) e tomar cuidados para que a lição de casa não vire um problema entre pais e filhos, tornando a hora da lição uma verdadeira hora de pesadelo, cheia de cobranças e censuras.

Segundo as duas entrevistadas, uma lição de casa bem orientada pode ter três funções diferentes:

1. Retomar a matéria dada em sala de aula 

Será que seu filho realmente entendeu a explicação dada na classe? A melhor forma de ter esta certeza é tentar resolver, sozinho e em casa, um exercício parecido com o que fez na classe. Às vezes, o que fazia todo o sentido na sala parece um mistério em casa... (e aí, é aproveitar a próxima aula para tirar dúvida com o professor).

2. Ampliar os conceitos apresentados 

A tarefa de casa pode quer ir além do que foi dito pelo professor no curto espaço de tempo que ele tem na sala de aula. Após uma aula sobre insetos, por exemplo, a tarefa pode ser descobrir o processo de fabricação da seda (tecido originado do bicho-da-seda). Neste tipo de lição, o desafio é que os alunos complementem as informações dadas na aula, seja pesquisando, seja tentando resolver uma questão mais complexa, seja interpretando e dando sua visão sobre o assunto.

3. Preparar para o conteúdos futuros

O próximo capítulo do material escolar de geografia vai falar sobre urbanização e a professora pede como lição de casa que seu filho entreviste vizinhos e comerciantes da região para perguntar quais os principais problemas do bairro. Vai ficar muito mais fácil seu filho entender as consequências da vida nas cidades desta forma, não?




sábado, 12 de janeiro de 2013

O que fazer com os filhos nas férias?


Ele pode continuar aprendendo longe da escola e, o que é mais importante, estreitar laços afetivos que ficam um pouco esquecidos na correria do período letivo.



É hora de reservar um tempinho na sua rotina e passar um tempo com seu filho!

    As férias se aproximam e os pais já começam a se desesperar: o que fazer com tanto tempo livre? Mesmo que você não esteja de férias também, é possível separar um tempo para brincar mais com seu filho. Esse momento, que parece tão simples, tem um valor incalculável para o crescimento saudável da criança e pode ser vivido com mais intensidade quando a agenda dos pequenos não está atribulada. "Os momentos de interação e integração com a família tornam a criança muito mais confiante", assegura a arte-educadora Fátima Balthazar, que é assessora pedagógica do Sistema Educacional Família Escola de Curitiba (PR).


Procure experiências de qualidade que podem ser compartilhadas em família, com direito a aprendizado e descobertas. "A família que gosta de cozinhar pode pesquisar junta de onde veio o macarrão e por que o queijo derrete", exemplifica a publicitária Roberta Landmann, de São Paulo, que desenvolve com psicólogos e educadores uma linha de kits de atividades para pais e filhos. Esse tipo de atividade é prazerosa para os pais, educativa para os filhos e divertida para ambos - desde que se reserve um tempo para isso.


"É muito importante que os pais não expressem mau-humor porque o filho está de férias", aconselha Fátima. Ela lembra os pais que proporcionar momentos de lazer é também proporcionar afeto. Pensando nisso, ela propõe um cardápio de férias - com uma atividade por dia da semana - para que pais se organizem e filhos não fiquem ansiosos devido à falta de rotina, ou à mercê da programação da TV. Veja a seguir.

Antes do Cardápio 

A programação de férias tem de ser montada com a ajuda do principal interessado: seu filho. Antes de pensar no que podem fazer, proponha uma reunião familiar para debater opções, e não deixe de levar em conta o desejo dele. Uma alternativa é colocar numa caixinha o que cada um quer fazer, e essa caixa nem precisa ser só para aquele ano. "Se o filho quer uma viagem, mas a família não tem condições de bancá-la ainda, o desejo pode ficar na caixinha até que possa ser realizado", sugere Fátima Balthazar, que é assessora pedagógica do Sistema Educacional Família Escola de Curitiba.

Dica 01: Jogo 

É certo que as crianças brincam com os coleguinhas, mas e com a família, têm brincado também? Deixe seu filho escolher um jogo de tabuleiro, uma brincadeira tradicional (como Stop), bingo ou baralho, para que toda a família - convidados também são bem-vindos - brinque junta. "A criança vê, assim, o quanto é gostoso estar de férias e curti-la com seus entes próximos, além de treinar habilidades como atenção e concentração", ressalta a arte-educadora. "Além disso, ela percebe que os pais gostam de sua companhia, o que faz bem à sua autoestima e à autoconfiança".

Dica 02: Cinema com pipoca 

"Que filme você gostaria de assistir?" - em vez de impor um de seu gosto, deixe que seu filho decida um filme para que vocês vejam juntos. Para acompanhar, faça pipoca e peça para ele dividi-la em porções iguais para todos os participantes - assim, ele treina quantidades e ainda valoriza mais a atividade, pois está participando ativamente dela. Para acompanhar, um suco de fruta bem saudável vai bem.

Dica 03: Gincana do quero-quero

Sua casa anda um pouco bagunçada? Está na hora de achar aquilo que foi perdido e ninguém nunca mais achou. Você diz: "Eu quero um/uma...", e lá vão as crianças atrás do objeto. Para incentivar o discernimento, peça itens coloridos (um lápis azul-claro, por exemplo) ou que não são tão óbvios para a criança (como pregadores de roupa). Essa é uma brincadeira divertida e que pode ser feita mesmo à noite, quando você chega do trabalho.

Dica 04: Piquenique Noturno 

Está na hora de cozinhar com a garotada. Ensine seu filho a fazer sanduíches, ou até asse um bolo com a sua ajuda (ele pode lamber a tigela!), para o piquenique que será organizado na sala, no lugar do jantar. "É hora de sair da rotina e mudar o ambiente. Receitas são um gênero textual e podem ser lidas por pais e filhos no preparo das guloseimas", lembra a arte-educadora Fátima Balthazar. Luz de velas e todo mundo de pijama são outros detalhes divertidos que podem ser acrescentados a essa noite.

Dica 05: Lá vem a história 

O quarto da criança é um lugar mágico, e ficará mais ainda nas férias. Espalhe almofadas no chão ou monte uma cabaninha para uma contação de histórias especial: desta vez, você conta uma historinha e, depois, seu filho é quem conta outra para você dormir. "A criança ficará feliz ao constatar que fez a mãe ou o pai dormirem e se sentirá valorizada", garante Fátima.

Dica 06: Tecnologia 

Sim, não tem como ela não estar presente. Se seu filho joga videogame, chegou a hora de você entrar no mundo dele: a missão é ele ensinar você a jogar. "Essa troca de papéis é bastante enriquecedora. Mas o pai tem de estar realmente disposto a aprender, e sem menosprezar o que está sendo ensinado", enfatiza a arte-educadora.

Dica 07: Compras 

A educação financeira está em alta, e as férias são o momento ideal para fazer valer o aprendizado. Dependendo do poder aquisitivo da família, dê uma determinada quantidade de dinheiro (desde que não seja exagerada - de 10 a 40 reais é o ideal) para o seu filho - ele poderá gastar com o que quiser, e até o lanche ficará por conta dele.

Colônia de Férias:

"Embora essa opinião seja polêmica do ponto de vista das escolas, eu não recomendo que as crianças passem as férias nas atividades recreativas de seu colégio. Acho importante que elas saiam um pouco dali para descansar", avalia Fátima Balthazar. Uma opção melhor, caso os pais realmente não possam ficar com os filhos, são as colônias de férias, pois têm monitores preparados para propor brincadeiras divertidas e educativas. Se não houver jeito, os pais podem escolher outra escola do bairro para que a criança fique fora do período de aulas - assim, ela muda de ambiente, pelo menos.

Quebra-Cabeça 

Que tal passar as férias todas montando um grande quebra-cabeça em família? Esse jogo que treina a atenção, a noção espacial e outras tantas habilidades é ótimo porque não precisa ser terminado em um dia: ele pode ficar sobre uma mesa e, cada vez que a família tiver um tempinho, pode montar junta. "O quebra-cabeça integra as pessoas para um objetivo comum", considera Fátima, lembrando que os laços afetivos entre pais e filhos são tão importantes quanto outros aprendizados.

Ateliê em Casa

Um dos sonhos de toda criança é poder pintar e bordar à vontade - e literalmente. Você pode montar um ateliê de férias num cantinho da casa: forre o chão com jornal e as paredes, com papel craft. Deixe tintas e guaches para seu filho (e você também) soltar a imaginação e criar à vontade. É uma experiência deliciosa!

Contato com a Natureza 

Além de toda a programação do cardápio de férias, é preciso lembrar o quanto é importante para os pequenos desfrutar do contato com árvores, rios, cachoeiras e praias. "Se as crianças vivem seus momentos de lazer no shopping durante o ano, é hora de proporcionar outras opções", ressalta Fátima Balthazar. Também é uma oportunidade de os pais expressarem seu respeito pelo meio-ambiente. "Embora na escola as crianças ouçam muito o quanto é importante respeitar a natureza, nem sempre elas sabem que os pais também pensam assim", lembra Roberta Landmann.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Dicas de Férias !!! 10 brinquedos que você pode fazer em casa.


Pipa, cinco marias, pé de lata... como fazer brinquedos artesanais para as crianças.


Foto: Site Educar para Crescer
    Materiais simples ou sucatas podem virar um brinquedo nas mãos de uma criança. Para isso, basta que ele faça pensar, intrigue ou simplesmente divirta. Quer ver só? Entregue a ela um cavalinho de pau e observe se ela não sai cavalgando pela escola. 


    Os brinquedos dizem muito sobre o tempo, a cultura e as características de um povo. Uma coisa, no entanto, não muda. O encanto que causam nas crianças. Com objetos simples, elas se entretêm e viajam para um mundo de imaginação - se transformam em cavaleiros e equilibristas, voam pelos céus... Para incrementar ainda mais esses momentos de diversão, convide os pequenos para uma oficina. Eles vão dar mais valor aos tradicionais cavalos de pau, pés de lata e bambolês se ajudarem você a produzi-los.

SUGESTÕES

BOTÃO 

   Estica e solta, estica e solta... assim a criançada faz as tampinhas desse brinquedo girarem, produzindo um barulhinho mágico. Inventado em 1930, o futebol de botão é passatempo para todas as idades. O brinquedo também é conhecido por corrupio ou currupicho. 


IDADE - A partir de 4 anos. 

O QUE DESENVOLVE - Coordenação motora e ritmo. 

COMO FAZER - O modelo tradicional é feito com um pedaço de fio que passa pelos dois furos de um botão grande amarrado com um nó nas pontas. Para esta variação, que produz som, separe quatro tampinhas de garrafa PET; um pedaço de fio de náilon torcido ou barbante fino de 1 metro de comprimento; três pedrinhas ou miçangas; e fita adesiva. Esquente a ponta de um prego pequeno e faça dois furos em cada tampinha de forma que eles fiquem centralizados. Passe-as pelo cordão de maneira alternada: uma de boca para baixo e outra de boca para cima. Dê um nó unindo as pontas da linha. Dentro de uma das tampas centrais, coloque as pedrinhas ou miçangas e tampe com a outra. Una-as com fita adesiva. Cuidado para que as linhas não fiquem torcidas dentro das tampinhas. Deixe-as esticadas, com um orifício bem na direção do outro. 

COMO BRINCAR - As duas tampinhas que ficam nas extremidades servem para segurar o brinquedo. Mantenha uma em cada mão e, com o cordão frouxo, dê um impulso para a frente para enrolar bem o cordão. Estique em seguida. As tampinhas do meio giram em grande velocidade produzindo um barulhinho. Depois, é só esticar e afrouxar o cordão.


CAVALO DE PAU 

Um simples cabo de vassoura é suficiente para divertir as crianças com um cavalo de pau. Cada um monta em seu "animal" e sai cavalgando pela escola. Outra boa pedida é a garotada apostar uma corrida. 

IDADE - A partir de 4 anos. 

O QUE DESENVOLVE - Coordenação motora e exercício de pernas e pés. 

COMO FAZER - Desenhe a cabeça do cavalo em um pedaço de EVA e recorte. É possível substituir esse material por papel cartão. Dobre ao meio, desenhe o olho e faça vários furos, alinhados, a um dedo de distância da borda. Deixe um espaço sem furar na parte de baixo. Corte pedaços de 50 centímetros de lã e passe pelos furos. Amarre-os para fechar a cabeça do cavalo e compor a crina. Faça também um ou dois furinhos para formar o focinho do animal. Encaixe a cabeça em um cabo de vassoura. 

COMO BRINCAR - A criança monta no brinquedo e "cavalga" pela escola. Você pode organizar uma corrida. Trace no chão uma linha de partida e outra de chegada e dê o sinal de largada. Outra sugestão é usar os cavalos nos teatrinhos. Todo príncipe monta um belo animal.

PÉ DE LATA 

As crianças andam para lá e para cá em cima das latas. Quando já tiverem prática, elas podem apostar uma corrida. Para isso, basta se certificar que a corda de náilon está bem presa a lata. 

IDADE - A partir de 5 anos. 

O QUE DESENVOLVE - Equilíbrio e coordenação motora. 

COMO FAZER - Faça dois furos diametralmente opostos no fundo de uma lata de achocolatado ou leite em pó. Passe uma corda de náilon de 1,2 metro pelos furos da lata e una as extremidades com um nó bem forte dentro do recipiente. Coloque a tampa e decore com retalhos de plástico adesivo ou tinta. Faça o mesmo com outra lata. 

COMO BRINCAR - Os alunos sobem nas latas e tentam se equilibrar segurando nas cordas. Além de andar pela escola com os pés de lata, eles vão se divertir apostando uma corrida, andando para trás ou vencendo um percurso com obstáculos.

BAMBOLÊ 

Rebolar bem é o que basta para manter o bambolê na cintura. Mas as crianças também se divertem girando o brinquedo no pescoço, nos braços e nas pernas. Bambolear, além de divertir a criança, faz com que o equilíbrio seja exercitado. 

IDADE - A partir de 6 anos. 

O QUE DESENVOLVE - Ritmo e equilíbrio. 

COMO FAZER - Corte 1,5 metro de mangueira de gás. Una as pontas com fita crepe, formando um aro. Para os menores, que ainda não conseguem girar o bambolê em torno da cintura, faça aros pequenos usando 60 centímetros de conduíte. Você pode colocar arroz, pedrinhas, guizos e sementinhas dentro dele antes de fechar. Na hora em que os pequenos estiverem rodando o brinquedo, vão escutar um agradável som. 

COMO BRINCAR - A criança coloca o bambolê na cintura e o roda. Para mantê-lo girando, é preciso movimentar o quadril, como um rebolado. É possível também rodá-lo em outras partes do corpo: no pescoço, nos braços e nas pernas, além de jogá-lo para cima e tentar encaixar nos braços. Para que todos brinquem juntos, organize uma competição. O objetivo pode ser ficar mais tempo com ele em torno da cintura ou bambolear andando, sem deixar o brinquedo cair.

PIPA 

Feita de jornal, essa variação do papagaio (ou pipa, como é conhecido em algumas regiões) vai divertir a meninada nos dias de vento. Também conhecida como papagaio ou capucheta, a pipa sempre deve ficar longe da rede elétrica. 


IDADE - A partir de 6 anos. 


O QUE DESENVOLVE - Coordenação visual e motora, ritmo e relação entre espaço e tempo. 


COMO FAZER - Corte um quadrado de folha de jornal com 32 centímetros de lado. Apenas para marcar o papel, dobre a folha ao meio, formando um triângulo. Abra a folha deixando a marca em posição vertical e vire para trás a ponta de cima. Com um palito, faça um furo em cada uma das outras pontas. Corte um pedaço de linha de 30 centímetros, passe pelos furos das pontas direita e esquerda e amarre. Agora faça a rabiola. Corte 70 centímetros de linha e amarre tirinhas de jornal nela, uma seguida da outra. Prenda esse fio na ponta de baixo. Por fim, fixe a linha do carretel no centro do fio preso nas laterais. 


COMO BRINCAR - O aluno segura a linha da capucheta e começa a correr. Enquanto ele avança, o vento ajuda a colocá-la no alto. Para fazer essa atividade em grupo, você pode organizar um campeonato em que o desafio é ficar mais tempo com o papagaio no ar. 


LEMBRETE - Só é possível brincar em dias de vento e longe da rede elétrica. Alerte a criançada para os perigos do cerol.


PASSA-BOLA 

Com apenas uma garrafa PET, a criança pode brincar com amigos ou até mesmo sozinha. Ninguém pode tocar na bola, que passa de uma criança para outra com a ajuda de um "copinho". 

IDADE - A partir de 6 anos. 

O QUE DESENVOLVE - Coordenação visual e motora e noção de distância. 

COMO FAZER - Corte uma garrafa PET ao meio. Você vai utilizar apenas o lado em que fica a tampa, pois é mais fácil para a criança segurar. Pinte a tampinha e a borda do suporte com tinta acrílica ou encape com plástico adesivo colorido. Essa marcação facilita a visualização se a garrafa for transparente. Faça a bola recheando uma meia com jornal. Para fechá-la, fixe a ponta com cola para tecido ou costure. 

COMO BRINCAR - O objetivo é jogar a bola com um suporte sem deixá-la cair no chão. Se a criança for brincar sozinha, segura um suporte em cada mão e joga a bolinha de um lado para o outro. Em grupo, organize os alunos em roda ou em fileiras e dê um "copinho" para cada um. Um deles inicia a brincadeira jogando a bola para um colega, que vai pegá-la com o "copinho" e jogá-la para outro.


DIABOLÔ 

As crianças vão se transformar em pequenos malabaristas com esse brinquedo nas mãos. 


IDADE - A partir de 7 anos. 

O QUE DESENVOLVE - Coordenação motora, ritmo e concentração. 

COMO FAZER - Escolha duas garrafas PET com formato arredondado. Corte-as 15 centímetros a partir da boca, desprezando a parte de baixo. Corte também o gargalo de uma delas. Lixe as bordas para tirar as rebarbas. Encaixe as duas pela boca e rosqueie a tampa prendendo uma na outra. Decore o brinquedo com tinta ou plástico adesivo. Para o suporte, use duas varetas de 8 milímetros de diâmetro por 25 centímetros de comprimento e 1 metro de barbante. Fure as duas varetas em uma das extremidades e passe-as pelo cordão. Dê um nó nas pontas. 

COMO BRINCAR - A criança coloca o diabolô no chão e passa a corda por baixo dele, segurando uma vareta em cada mão. Ela rola o brinquedo pelo chão para pegar embalo e o levanta. Com uma das mãos, dá puxadas rápidas para que ele gire somente em um sentido. A outra mão apenas acompanha os movimentos. É importante ficar sempre de frente para uma das bocas do diabolô. Se ele pender para a frente ou para trás, é preciso ajeitá-lo novamente. Depois de dominar esses movimentos, é possível jogar o diabolô para o alto. Para isso, a criança abre rapidamente os braços, dando um impulso para cima. Para pegá-lo, mira o cordão no centro do brinquedo e, assim que ele voltar, afrouxa o cordão.


CINCO MARIAS OU JOGO DAS PEDRINHAS 

De olho nos saquinhos que estão no chão e nos que são jogados para cima, a molecada ganha em concentração e trabalha a coordenação motora. Além de se divertir brincando, personalizar os saquinhos pode ser uma boa ideia. 

IDADE - A partir de 7 anos. 

COMO FAZER - Costure cinco saquinhos simples de pano recheados de arroz ou areia, ate-os bem para que nada saia durante o jogo. 

COMO BRINCAR - Determine a ordem dos participantes. O primeiro joga os cinco saquinhos para cima deixando-os cair aleatoriamente no chão. Na primeira fase, ele escolhe um dos saquinhos e o joga para cima. Antes de pegá-lo de volta, recolhe com a mesma mão um outro que está no chão. Em seguida, joga um dos que estão em sua mão para cima e pega um terceiro, segurando todos juntos na mesma mão. Se o saquinho que está no ar cair, a criança dá a vez para outra. O participante passa para a próxima fase se conseguir segurar todos os saquinhos. Na segunda fase, os saquinhos que estão no chão são pegos de dois em dois. O desafio aumenta na terceira fase. Agora, é preciso lançar um saquinho e pegar três. Depois, jogar um que está na mão e pegar o restante. Na quarta fase, a criança forma com o polegar e o indicador de uma das mãos uma trave de futebol. Com a outra, joga um saquinho para o alto e empurra outro para dentro desse gol antes de pegar o que está no ar. A criança tem de fazer quatro gols em quatro tentativas última fase determina os pontos de cada criança. Ela lança os cinco saquinhos ao ar e tenta pegar o máximo possível com as costas da mão. Quantos ficarem em sua mão será o número de pontos.


CAMA DE GATO 

Feita com barbante, a cama de gato envolve raciocínio e pode ser ‘brincada’ em qualquer canto, basta 4 mãos! 

IDADE - A partir de 6 anos. 

O QUE DESENVOLVE - Raciocínio lógico e paciência 

COMO FAZER - Corte um pedaço de barbante (pode ser elástico ou fita também), dê um nó entre as duas pontas. 

COMO BRINCAR - Deixando as mãos verticalmente paralelas, coloque o barbante nas pontas dos dedos, formando uma espécie de retângulo uniforme. Sem dobrar os dedos, ou tirar o barbante da posição inicial, leve a mão direita até a esquerda e passe-a por baixo da lateral do barbante de forma que este fique enrolado. Faça a mesma coisa com a mão esquerda. Passe o dedo do meio de cada mão por baixo do barbante recém enrolado, algo semelhante a letra x se formará em cada um dos lados. A partir daí o objetivo é passar o barbante para a mão do outro jogados sem que este saia da mão do primeiro, formando outra ‘figura’ a ser desatada em seguida.


ENROLA-BOLA 

Um pulo e uma gingadinha para a direita. Outro pulo e outra gingadinha... Em dupla, as crianças brincam até enrolar a bola no cordão 

IDADE - A partir de 4 anos. 

O QUE DESENVOLVE - Coordenação motora, integração com o parceiro e ritmo.

COMO FAZER - No centro de um pedaço de cordão de algodão grosso de 1,5 metro de comprimento, pendure uma corda fina de 40 centímetros. Na ponta dela, prenda uma bola de meia de náilon, recheada com retalhos de tecido ou fios de lã. Em cada ponta do cordão principal amarre um pedaço de 1 metro de corda fina. 

COMO BRINCAR - A brincadeira é feita em dupla. Cada um amarra um pedaço da corda em sua cintura. O objetivo é enrolar a bola no cordão. Para isso, as duas crianças têm de gingar e pular de maneira coordenada. Quando conseguirem, proponha à dupla repetir a brincadeira só que posicionada de lado e, depois, de costas. Sugira também uma corrida. Na ida, os parceiros enrolam a bola e, na volta, desenrolam.



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Como atrair os pais para a escola.


Veja como é possível estreitar a relação com a família e formar uma parceria produtiva.

Foto: Revista Nova Escola 
       
    Todo educador sabe que o apoio da família é crucial no desempenho escolar. Pai que acompanha a lição de casa. Mãe que não falta a nenhuma reunião. Pais cooperativos e atentos no desempenho escolar dos filhos na medida certa. Esse é o desejo de qualquer professor. 
    Segundo um estudo publicado no Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia, as crianças que freqüentam festas e reuniões familiares têm mais saúde, melhor desempenho escolar e maior estabilidade emocional. E mesmo o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), de 1999, apontou que nas escolas que contam com a parceria dos pais, onde há troca de informações com o diretor e os professores, os alunos aprendem melhor. 
    Diversos educadores brasileiros também defendem que a família realize um acompanhamento da escola, verificando se seus objetivos estão sendo devidamente alcançados. 
    Essa atuação dos pais ainda é bem rara, de acordo com os resultados de pesquisa realizada no ano passado pelo Observatório do Universo Escolar. A instituição, um braço do Instituto La Fabbrica do Brasil, parceira do Ministério da Educação, ouviu mais de 100 pais e educadores da rede pública e privada de todo país e constatou que só 13% das escolas públicas mantêm um relacionamento próximo com a família. Por outro lado, 43,7% dos pais de alunos da rede pública acreditam que, se fossem promovidos mais encontros e palestras interessantes, haveria maior integração com a escola. 
    Por que pais e professores ainda não conseguem se entender? Segundo a mesma pesquisa, a maior parte dos educadores atribui aos pais a origem dos problemas de disciplina. E apontam como fatores o novo modelo familiar, no qual os adultos permanecem pouco tempo em casa, ou ainda aquele que apresenta uma organização diferente da tradicional. 

Confusão de papéis

    Para a pedagoga Márcia Argenti Perez, do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, que estuda os conflitos entre a escola e a família, a culpa é do tempo maluco em que vivemos. "Mudanças que antes ocorriam em 100 anos agora acontecem em dez e está muito difícil acompanhar as novas exigências sociais e culturais", diz. 
    Hoje há uma confusão de papéis, cobranças para as duas instituições e novas atribuições profissionais para você. "Parece haver, por um lado, uma incapacidade de compreensão por parte dos pais a respeito daquilo que é transmitido pela escola. Por outro lado, há uma falta de habilidade dos professores em promover essa comunicação", afirma outro estudioso do assunto, o professor Vítor Paro, também da USP. 
    A escola deve utilizar todas as oportunidades de contato com os pais para passar informações relevantes sobre seus objetivos, recursos, problemas e também sobre as questões pedagógicas. Só assim eles vão se sentir comprometidos com a melhoria da qualidade escolar. Muitas instituições não informam à família sobre o trabalho ali desenvolvido e isso dificulta o diálogo. "Ou os pais cobram o que não deveria ser cobrado ou ficam desmotivados e não participam de uma comunidade que não deixa claros seus objetivos e dinâmicas", afirma Márcia. 

Como melhorar a relação

    A discussão deve avançar na procura das melhores oportunidades de promover um encontro positivo entre pais e professores. Para isso acontecer, alguns conceitos precisam ser revistos. 
    Perceba a construção da família atual e não mistifique o modelo do passado como ideal. 
    Tenha claro que é direito dos responsáveis pelos estudantes opinar, fazer sugestões e participar de decisões sobre questões administrativas e pedagógicas da escola. "A educação é um serviço público, e o pai, um cidadão que deve acompanhar e trabalhar pela melhoria da qualidade do ensino", afirma a consultora pedagógica Raquel Volpato, de Botucatu (SP). 
    Apóie a Associação de Pais e Mestres, para que ela não se restrinja a apenas arrecadar dinheiro. Não dá para contar com os pais apenas na organização de festas. 
    Para que as reuniões tenham quórum, é preciso ter objetivos bem definidos e conhecer as famílias e a comunidade em que a escola está inserida. Planejamento é essencial. "A reunião não pode ser vista como uma prestação de contas", diz a pedagoga Márcia Argenti Perez. 
    Reflita sobre os preconceitos e as discriminações existentes na escola. Não é necessariamente o grau de instrução do pai e da mãe que motiva uma criança ou um adolescente a estudar, mas o interesse em participar de suas lições de casa e da vida escolar. "Como muitos pais têm um histórico de exclusão e fracasso escolar, existe medo e vergonha de trocar idéias e conversar com os educadores", afirma Márcia. 
    Não parta do princípio de que a família precisa ser ajudada pela escola e sim de que a escola precisa dela. 
    Todo diretor tem que dar conta da participação familiar e para isso a gestão não pode ser autoritária.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

09 de Janeiro - Dia do Astronauta


    Hoje comemoramos o Dia do Astronauta!
    Os astronautas são pessoas treinadas para viajar pelo espaço! Este dia é comemorado aqui no Brasil em homenagem à Missão Centenário, realizada pela Agência Espacial Brasileira (AEB), em 2006, e a viagem de Marcos Pontes para a Estação Espacial Internacional (ISS). Marcos Pontes foi também o primeiro brasileiro a ir até o espaço. 

    Os astronautas quando estão no espaço se alimentam normalmente, porém estes alimentos precisam ser desidratados para que dure o tempo de sua missão. no espaço Já na hora de dormir, eles utilizam sacos de dormir presos as paredes do ônibus espacial, para não correm o risco de flutuarem e baterem em algum equipamento ou mesmo em outro tripulante.



Fonte: http://www.smartkids.com.br/datas-comemorativas/9-janeiro-dia-do-astronauta.html



Imagens gravadas por Marcos Pontes na Estação Espacial Internacional em que ele fala do orgulho de ter levado a bandeira brasileira ao espaço e agradece a todos que o ajudaram a chegar lá. Pontes conta também sobre as expectativas após a Missão Centenário. Um depoimento emocionante do primeiro brasileiro a conquistar o espaço.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=G2attM9zrqs

09 de Janeiro - Dia do Fico

D. Pedro I: Dia do Fico foi importante no processo de Independência do Brasil

O Dia do Fico ocorreu em 9 de janeiro de 1822. Esta data ficou conhecida por este nome, pois D.Pedro I, então príncipe regente do Brasil, não acatou ordens das Cortes Portuguesas para que deixasse imediatamente o Brasil, retornando para Portugal. 
As Cortes de Portugal estavam preocupadas com os movimentos que ocorriam no Brasil em direção à emancipação política. Viam no retorno de D.Pedro uma maneira de recolonizar o Brasil, enfraquecendo as idéias de independência.
Os liberais do Partido Brasileiro recolheram cerca de 8 mil assinaturas, exigindo a permanência de D.Pedro no Brasil. Diante deste contexto, D. Pedro declarou: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico". Então esta data (9 de janeiro de 1822) passou a ser conhecida como o Dia do Fico.
Este fato histórico foi importante, pois fortaleceu a posição brasileira de buscar a independência, distanciando cada vez mais da influência portuguesa. 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

08 de Janeiro - Dia do Fotógrafo

    Já imaginaram se não existissem as fotografias e os fotógrafos?

    Sabe aquelas fotos do seu primeiro aniversário? Então, foram feitas por um fotógrafo. Existem os fotógrafos profissionais, e também aqueles que tiram fotos apenas por hobbie, pelo gosto em fotografar.  

   As fotografias guardam para sempre os momentos, emoções e sentimentos expressados algum dia da sua vida. 

   Elas estão por toda parte. Revistas, jornais, cartazes, livros, outdoors, videogames e muitas vezes até canais de televisão fazem uso da fotografia. Sem falar nos momentos importantes que não passamos sem tirar fotos como nas festas e quando estamos em férias!

     Nem todo o fotógrafo é um profissional do mercado. Muitos artistas são fotógrafos e exibem seus trabalhos nas galerias de arte e nos museus. Sebastião Salgado é um exemplo de artista brasileiro, que trabalha com imagens fotográficas. Ficou famoso por registrar garimpeiros em Serra Pelada.

    Já os fotógrafos que trabalham no mercado podem se especializar em fotografar produtos ou modelos. As agências tanto de publicidade quanto de modelos não dispensam um bom profissional!

    É preciso muito estudo e conhecimento para se tornar grande nesta área. A luz, por exemplo, é um elemento fundamental que precisa ser tratado com maestria para se obter uma boa fotografia!



Uma singela homenagem da Escola "Abílio Caixeta de Queiroz" aos fotógrafos. Parabéns 

ALUNOS RECEBEM ÁLBUNS E FIGURINHAS OFICIAIS DA COPA DO MUNDO 2018

No dia 09/05/2018 os alunos do segundo turno tiveram uma grande surpresa.  Nossos alunos ficaram muito felizes ao receberem na sala as Ti...